RESENHA – HORROR ADENTRO – OSCAR NESTAREZ

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HORROR ADENTRO foi o primeiro livro que li em 2017 e estou encantado com os contos do Nestarez. Não dá vontade de parar de ler. São treze contos de horror onde o autor prende a atenção e muitas vezes deixa que nossa imaginação complete a cena horrível que se segue.

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O autor: Oscar Nestarez é mestre em literatura pela PUC-SP e especialista em História de Arte pela FAAP. Como pesquisador de ficção de horror, publicou em 2013. “Poe e Lovecraft: um ensaio sobre o medo na literatura” (Livrus). Como ficcionista lançou, no ano seguinte a antologia “Sexorcista e outros relatos insólitos”, pela mesma editora.

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Resenha: O primeiro conto, OBLAÇÂO, é uma história de amor e dedicação de um amante pelo outro, procurando um ajudar o outro a vencer barreiras de passado e medo. O fim é fantástico.

No segundo, MORRER DE LINDA, Tabytha era uma mulher desprovida de beleza e até certo ponto conformada com isso. Fazia vida à noite e sabia que havia outras mulheres mais bonitas e dotadas que ela. Uma noite aparece um homem “alto e envergado, de pele claríssima, quase transparente… terno bem cortado e… óculos escuros?” que quer ficar com ela naquela noite e lhe oferece toda a beleza do mundo.

HORROR ADENTRO, nome do livro, é o terceiro conto e o personagem vai a Armênia. O rapaz, no dia seguinte do casamento do amigo, ainda de ressaca do muito que bebera, se lembra do clube de jazz onde foram depois da cerimônia. Mais importante ainda se lembra da figura furtiva que vira no clube, vestida de vermelho, “uma silhueta cheia de curvas envolta em vermelho, a dançar lentamente”… À tarde, resolveu olhar a cidade pelo parapeito do quarto onde estava e viu a figura vestida de vermelho a dezenas de metros do outro lado da praça. Como não teria muito tempo para conhecer a mulher, precipitou-se para rua e saiu seguindo o que pensara seria o amor de sua vida.

SOMBRA ANTIGA é um conto onde rapidamente tudo passa de uma brincadeira de oito rapazes em uma fazenda a uma situação de horror que o autor também nos deixa criar na imaginação o que de fato aconteceu naquele lugar. Ótimo!

OROBORO e MAMÃE NÃO ESTÁ são, sem dúvida, os melhores contos do livro, embora não possa dizer que haja um menos interessante que o outro.

Vale a pena ler HORROR ADENTRO de OSCAR NESTAREZ.

EDITORA KAZUÁ (www.editorakazua.com.br)

CASSIMIRO DE ABREU – ANIVERSÁRIO DE NASCIMENTO DO POETA

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Casimiro José Marques de Abreu, conhecido como Casimiro de Abreu, foi um dos maiores poetas do romantismo brasileiro. Ele nasceu em 4 de janeiro de 1839, na Freguesia da Sacra Família da Vila de Barra de São João, na época em que o Rio de Janeiro era apenas uma província. Filho de José Joaquim Marques de Abreu e Luísa Joaquina das Neves, morou em Barra de São João até os onze anos quando foi para Nova Friburgo.

Aos 11 anos, foi para Nova Friburgo, iniciar os estudos no Instituto Freese, onde recebeu apenas a educação primária até os 13 anos. Foi no instituto que Casimiro de Abreu escreveu sua primeira poesia, inspirado pela saudade que sentia de casa. Tomado pela saudade ele compôs a poesia, onde escreveu: “estando a minha casa à hora da refeição, pareceu-me escutar risadas infantis da minha mana pequena. As lágrimas brotavam e fiz os primeiros versos de minha vida, que teve o título de Ave Maria”.

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Dedicou grande parte do livro “As Primaveras” (1859) à nostalgia da infância.

Em 1953 foi enviado para Portugal onde conheceu outros intelectuais da época e onde escreveu a maior parte de sua obra alimentado pela saudade que sentia de casa e pelo sentimento nativista. Em Lisboa, Casimiro escreveu “Camões e o Jau” e “Meus oito anos”.

Em 1857, Casimiro retornou para o Brasil para trabalhar no armazém de seu pai. Paralelamente, ele continuou a se dedicar à poesia e se tornou amigo de Machado de Assis. Casimiro escreveu para alguns jornais e em 1859 reuniu suas obras no livro “As Primaveras”, incluindo o poema “Meus oito anos”.

Contaminado pela tuberculose e foi para a casa do pai para se tratar no município de Indaiaçu, hoje Cassimiro de Abreu. Morreu em 18 de outubro de 1860 aos 21 anos.

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Foi somente após a morte que ele alcançou sucesso literário, tendo vários de seus poemas lançados no Brasil e em Portugal. Apesar disso, sua mãe e única herdeira direta não recebeu um centavo em direitos autorais, e morreu um ano depois na absoluta pobreza.

 

http://www.portalsplishsplash.com/2016/10/aniversario-de-morte-do-poeta-casimiro-de-abreu.html

http://mapadecultura.rj.gov.br/manchete/museu-e-casa-de-casimiro-de-abreu

ESTRELA DA MANHÃ – ANDRÉ VIANCO

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RESENHA

O livro conta a história de Rafael um garoto de doze anos que vive com a mãe e o irmão mais velho e sofre de bullying na escola. É atormentado por um colega de sala mais forte que ele que acaba batendo nele quase todos os dias por razão nenhuma.

Rafael que sente a falta do pai que morrera tempos atrás, não aguenta mais a perseguição do colega. Na escola tanto a professora quanto a diretora fazem vista grossa às agressões do colega. Em casa, Rafael não tem apoio nem da mãe, nem do irmão mais velho. Ele está perdido, sofrendo e sozinho.

O menino descobre então, através de um aplicativo no celular um site “Pé na tumba” onde pode contratar um guardião. E acaba contratando um fantasma, Estrela da manhã, que estaria com ele para protege-lo por sete dias. Só que no contrato se diz: sete dias, sete noites, sete mortes. Rafael só se dá conta de que estava em uma situação complicada quando acontece a primeira morte correspondente ao primeiro nome da lista que dera ao espírito Estrela da Manhã. O que teria que fazer para reverter esse processo?

O AUTOR

André Vianco é um grande autor nacional da literatura fantástica. Começou sua arrancada para o sucesso quando publicou OS SETE e, ressuscitando sete vampiros seculares portugueses no Rio Grande do Sul, fez uma estreia muito boa.

Já publicou mais de vinte romances fantásticos e está hoje entre os preferidos desse gênero no Brasil.

O GRITO

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Sinopse: De que maneira entendemos a homossexualidade?

Trata-se de um fenômeno natural e harmônico com a divindade, e que necessita somente de esclarecimento e compreensão, ou uma prática abominável, pecaminosa e condenada por Deus? Seria considerada doença, anormalidade, falha da natureza, ou apenas um ato de amor?

Essas perguntas que nos dias de hoje ainda ecoam e que geram tanta polêmica, intolerância e incompreensão são tratadas no romance O GRITO – Uma história de amor e preconceito.

Eu tive o grande prazer de conhecer o autor do livro O GRITO, Wilson Costa,autor-do-grito na III Feira Literária de Rio Novo e ele me pareceu uma pessoa espetacular. Li o livro e não poderia deixar de dizer que também o livro, como o autor são ótimos. Vale a pena ler O GRITO.

Resenha: Em O Grito: uma história de amor e preconceito, temos a história de dois casais homossexuais, Fausto e Arturo, Sara  e Anita.

Arturo e Fausto se conhecem durante um tratamento psicológico, se tornam grandes amigos até que uma paixão invade o coração de Arturo, levando o rapaz a sérios conflitos.

Sara e Anita se conhecem no metrô e passam a se encontrar com frequência. Alencar, primo de Anita e pastor evangélico, é apaixonado por ela e fará de tudo para afastar as duas, contando com o apoio de Albertina, mãe de Anita. No encalço de Arturo, está seu pai desencarnado, Adalberto, que nunca assumiu o filho, mas mesmo assim nutre sentimentos homofóbicos com relação ao rapaz.

Arturo teve uma infância difícil, pois perdeu a mãe Eloísa tragicamente e foi criado pela avó, pela tia e por Rangel, o qual ele achava ser seu pai biológico. Adalberto se une aos espíritos Clóvis e Milla e tentam derrubar Rangel, Arturo e seu psicólogo Sotero. Rangel e Sotero foram os assassinos de Clóvis e Milla numa outra encarnação. Já Anita e Sara eram primas na Espanha, no final da Inquisição, quando Anita era Berna e foi entregue ao Bispo Solano (Alencar), acusada de praticar feitiçaria.

A trama é empolgante e muito bem arquitetada. A narrativa é intercalada entre o presente e o passado dos personagens e momentos na colônia espiritual onde vivem a mãe e o avô de Arturo. Encontramos inestimáveis orientações doutrinárias, especialmente quanto a reencarnação e a Lei da Causa e Efeito.

De forma direta, clara e sem rodeios, dentro de uma visão espiritualista, a obra narra a trajetória de vida de Arturo e Fausto, Sara e Anita, dois casais que por caminhos distintos enfrentam, em razão de sua opção sexual, conflitos com a sociedade, suas famílias e com seus próprios medos.

 

É DIFÍCIL MORRER

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Quando eu escrevi “É DIFÍCIL MORRER” eu quis mostrar a vida de pessoas que na realidade não têm uma vida plena. Tive a ideia dentro da UTI quando recebi um morador de rua politraumatizado e comecei a pensar sobre a vida desses pobres coitados e o que poderia esperar por eles depois de um tratamento que nem sempre seria isento de deixar sequelas importantes físicas, mentais e psicológicas.

Não foi minha ideia escrever um livro técnico, mas utilizar um hospital e uma UTI para desenvolver uma história de ficção onde os personagens cruzam suas vidas e aprendem uns com os outros sobre vida e sobrevivência no mundo atual. Estamos sempre aprendendo com a vida a viver. E aprendemos com as pessoas que conosco aprendem também a viver as suas vidas. Mas é esse conjunto de elos entre os seres humanos que nos fazem mais fortes, ou mais fracos, seguir em frente, ou desistir. Enfim, nesse livro os personagens vão dar suas vidas para que os outros tenham suas vidas melhores.

José Maurício é um pobre coitado sem teto que se vê em uma situação de quase morte. Atropelado por um desconhecido, ele é encaminhado moribundo para o CTI de um hospital. Cuidado pelo incansável Dr. Eduardo, entre momentos de lucidez e coma ele relembra a vida de erros e acertos e a busca incessante de sobreviver em um mundo que sempre lhe fora hostil. Por algum tempo, usou o seu corpo para ganhar o sustento de cada dia e foi amado por homens e mulheres. Mas o destino quis que ele continuasse pobre, sem família, sem ninguém. A envolvente atuação do medico na recuperação do paciente fez com que Eduardo encarasse todas as mazelas de sua própria vida de forma positiva e desse a volta por cima. Eduardo iria sobreviver à sua própria vida? José Maurício sairia do hospital recuperado?

LEMBRANÇAS DO ORIENTE

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Eu escrevi Lembranças do Oriente aos treze anos de idade. nessa época eu já lia durante as vinte e quatro horas do meu dia e escrevia e estudava e ainda fazia muitas outras coisas nas horas que me sobravam. Sempre fui assim mesmo. Escrever uma história com uma temática ao mesmo tempo romântica e fantasiosa, cheia de amor e magia, cheia que simplicidade e mistério foi uma aventura muito gostosa.

Depois de muitos anos, eu pude enfim, após uma releitura moderna, publicar o livro e o tenho como meu primeiro romance escrito. Patrícia é uma pessoa fantástica de quem eu gosto muito. Ela soube se safar de poucas e boas para sobreviver.

RESENHA

Patrícia Sampaio era filha única e crescera cheia dos cuidados da mãe protetora. De origem abastada, não tinha com o que se preocupar até a morte da mãe. Ela ficou sozinha com certa fortuna para administrar e várias pessoas ao redor querendo usufruir disso. A menina precisou crescer de uma hora para outra e assumir seu papel de mulher adulta para cuidar de si mesma. O envolvimento com Álvaro, antigo colega de escola e futuro marido ajuda a mudar a trajetória da vida de Patrícia. Eles possuem joias de família, ela possui um anel e Álvaro um cordão, que lhes foram passados após a morte do pai de Patrícia e da mãe de Alvaro. Quando conhece Ling-po, chinês radicado no Brasil, ela descobre que essas joias são na realidade um trio – o chinês possuía uma pulseira -, e são amuletos que pertenceram a ela em vidas passadas. Agora, ela precisa juntar todos eles e destruir a magia, ou seria uma maldição, que esses amuletos trazem. Ela precisa resolver no passado esse elo que a prende ao Oriente antigo e que poderá mata-la. Resolver o mistério e a magia dos amuletos é questão de vida ou morte.

A FESTA DERRADEIRA

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Quando escrevi “A festa derradeira” eu estava eu um momento especial da minha vida e, como ele, não estava vendo luz no fundo do túnel. A frase do livro surgiu na minha cabeça em uma fila de banco e comecei a desenrolar a história do Wagner.

Escrever um livro é sempre uma criação íntima. Um livro é um filho amado e terminei de escrever bastante abalado pelo contexto. Gosto do livro e por isso mesmo acabei publicando antes de doutros que estavam na fila. É uma história densa, mas vale a pena conhecer.

Sinopse:

Wagner desistiu de viver e tinha como solução o câncer de pulmão que descobriu e que decidira não tratar. Apesar dos amigos tentarem persuadi-lo a seguir o tratamento, ele decidiu que o melhor a fazer seria uma festa. A festa derradeira seria o momento de se divertir, embriagar-se e despedir dos amigos. Os amigos teriam como comemorar com ele, beber com ele e, quem sabe, até dividir as suas coisas. Ele não tinha mais esperança de viver bem e nem de querer viver mais. Era um homem sozinho, sem sonhos e não via luz no fim do túnel. A volta de Rafaella na festa lhe trouxe uma notícia inesperada que poderia mudar a sua vida para sempre: ele tinha um filho. Agora era importante lutar contra o câncer e sobreviver. Ele teria como para recuperar o tempo perdido?

O RISCO DO SILÊNCIO – POESIA ENGANJADA

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Conheci o André Luiz Joaquim de Oliveira (André) através da Liga de Escritores, Ilustradores e Autores de Juiz de Fora – LEIAJF e comecei a ler o seu livro na 3ª Feira Literária de Rio Novo.

As poesias de André são densas, com grande conteúdo filosófico e mostrando a realidade de nosso dia a dia. De “Jogou o papel do chão… até …atirou em mim e fiquei em silêncio” quantos silêncios fizemos e deixamos que tudo acontecesse sem que interferíssemos  naquilo que nos agride e nos faz mal?

“Nascemos ou fomos nascido?

Viver é imposto.

Da rua ou da janela

Tudo passa.

Seguimos ou perseguimos.

Rebanho ou passarinho.

Da vida não se entende,

Apenas que se faz o dia após o dia.”

A poesia representa a ideia de que não somos livres para viver nossa própria vida se não acordarmos para ela. “Só a mentira não muda: Que somos livres!”

Depois ele questiona “Deus ou nada”

“Onde estará o pai ou a mãe da criação?

Podemos ser órfãos?

Estará em tudo?

Em nossa imaginação?

Ou em algum lugar paralelo do universo?

Ou será o universo?

Saberá Ele que é nosso pai?”

A poesia de André enche-nos de questionamentos importantes sobre nossas vidas e o que queremos fazer dela.

“O fim da ilusão

Na juventude somos o centro do universo.

Quando passa o tempo vemos a verdade.

Onde belos jovens se tornam simples operários.

A vida pode ser muito previsível.

Eu só tenho uma caneta cuja tinta é sangue e um rifle guardado.

Até quando o segundo ficará em silêncio?”

O livro “O RISCO DO SILÊNCIO – POESIA ENGAJADA” faz parte hoje dos meus livros de poesias preferidos e recomendo que todo mundo que goste de poesias procure conhece-lo.

Vale a pena ler “O risco do silêncio”.

OS SETE – ANDRÉ VIANCO

os sete

Uma caravela portuguesa de cinco séculos é resgatada de um naufrágio no litoral brasileiro. Dentro dela, uma misteriosa caixa de prata esconde um segredo: sete cadáveres aprisionados, acusados de bruxaria. Apesar das advertências grafadas no objeto de prata, a equipe do Departamento de História da Universidade Soares de Porto Alegre decide violar a caixa, para estudar os corpos. Afinal, que perigo poderiam oferecer aqueles sete cadáveres? Nenhum. Mas depois que o primeiro deles acorda…(André Vianco)

http://www.sobrelivros.com.br/info-os-sete-andre-vianco/

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24/05/2013 – CULTURA – PAPO C Na foto o escritor ANDRÉ VIANCO. FOTO: LEANDRO FERREIRA/AAN

“Os Sete” foi o primeiro livro do André Vianco que li e me apaixonei pelos sua obra. Cada vampiro tem uma particularidade diferente e um poder especial. Depois de quinhentos anos eles têm que aprender a viver em um mundo moderno e fazem isso com muita rapidez. O grande problema dos vampiros é que sempre tem alguém contra eles.

Não é fácil deixar de ler Vianco. As suas narrações são sempre cheias de ações que prendem o leitor e fazem com que vamos buscar outro livro e nos apaixonar pelos personagens.

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André Vianco é um escritor brasileiro jovem e com um futuro promissor. Tomara que ele continue com a mesma velocidade com que nos presenteia suas histórias. Ele conseguiu encher Porto Alegre e Osasco de vampiros. Consegue fazer com que visualizemos Osasco.

A sua obra é vasta e vale a pena.

  1. Os sete
  2. Sétimo
  3. O Senhor da Chuva
  4. O turno da noite volume 1
  5. O turno da noite volume 2
  6. O turno da noite volume 3
  7. Saga o Vampiro-Rei:
  8. Bento –
  9. A bruxa Tereza –
  10. Cantarzo –
  11. As crônicas do fim do mundo:
  12. A noite maldita (interliga-se a saga “O vampiro-rei”)
  13. Livros independentes:
  14. A casa
  15. Sementes no gelo
  16. O caminho do poço das lágrimas
  17. O caso Laura

 

Enviem suas opiniões sobre as obras do André Vianco.