CASSIMIRO DE ABREU – ANIVERSÁRIO DE NASCIMENTO DO POETA

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Casimiro José Marques de Abreu, conhecido como Casimiro de Abreu, foi um dos maiores poetas do romantismo brasileiro. Ele nasceu em 4 de janeiro de 1839, na Freguesia da Sacra Família da Vila de Barra de São João, na época em que o Rio de Janeiro era apenas uma província. Filho de José Joaquim Marques de Abreu e Luísa Joaquina das Neves, morou em Barra de São João até os onze anos quando foi para Nova Friburgo.

Aos 11 anos, foi para Nova Friburgo, iniciar os estudos no Instituto Freese, onde recebeu apenas a educação primária até os 13 anos. Foi no instituto que Casimiro de Abreu escreveu sua primeira poesia, inspirado pela saudade que sentia de casa. Tomado pela saudade ele compôs a poesia, onde escreveu: “estando a minha casa à hora da refeição, pareceu-me escutar risadas infantis da minha mana pequena. As lágrimas brotavam e fiz os primeiros versos de minha vida, que teve o título de Ave Maria”.

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Dedicou grande parte do livro “As Primaveras” (1859) à nostalgia da infância.

Em 1953 foi enviado para Portugal onde conheceu outros intelectuais da época e onde escreveu a maior parte de sua obra alimentado pela saudade que sentia de casa e pelo sentimento nativista. Em Lisboa, Casimiro escreveu “Camões e o Jau” e “Meus oito anos”.

Em 1857, Casimiro retornou para o Brasil para trabalhar no armazém de seu pai. Paralelamente, ele continuou a se dedicar à poesia e se tornou amigo de Machado de Assis. Casimiro escreveu para alguns jornais e em 1859 reuniu suas obras no livro “As Primaveras”, incluindo o poema “Meus oito anos”.

Contaminado pela tuberculose e foi para a casa do pai para se tratar no município de Indaiaçu, hoje Cassimiro de Abreu. Morreu em 18 de outubro de 1860 aos 21 anos.

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Foi somente após a morte que ele alcançou sucesso literário, tendo vários de seus poemas lançados no Brasil e em Portugal. Apesar disso, sua mãe e única herdeira direta não recebeu um centavo em direitos autorais, e morreu um ano depois na absoluta pobreza.

 

http://www.portalsplishsplash.com/2016/10/aniversario-de-morte-do-poeta-casimiro-de-abreu.html

http://mapadecultura.rj.gov.br/manchete/museu-e-casa-de-casimiro-de-abreu

IDADE

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Ontem quando eu publiquei no Blog: “Fatos curiosos de um dia” sobre a formação da República Maloca Querida, o Marquinho[1] me questionou o fato de eu falar que o Playboy tinha cinquenta anos e era velho. O que teríamos a dizer hoje nós todos com essa faixa etária?

Respondi a ele e ao Omar[2] que não somos velhos e nem somos playboys, mas comecei a pensar na relatividade de idades.

Quando somos crianças, qualquer adulto é muito mais velho que a gente. Quando somos adolescentes, quem tem quarenta anos é velho, sessenta é muito velho e por aí vai.

Envelhecemos no nosso dia a dia. Passamos por muitas e muitas coisas no nosso crescimento e nos tornamos mais velhos que dias atrás. O tempo não para e por isso mesmo vamos caminhando juntos e quando nos damos conta, nossos filhos passaram da adolescência e já são adultos jovens, buscando suas carreiras e ganhando seu próprio sustento. Quando nos damos conta, somos avós, quiçá bisavós.

Hoje a longevidade nos dá um respaldo maior e pessoas com setenta anos ou mais estão tendo uma vida ativa, trabalhando, namorando, casando novamente, viajando, fazendo coisas que há cinquenta anos nossos avós não faziam porque se sentiam muito velhos para isso. Lembro-me de minhas avós que morreram velhinhas, incapacitadas, aos sessenta e poucos anos.

A medicina é culpada dessa longevidade, onde nos tornamos mais fortes e mais saudáveis para viver muito mais tempo em condições para continuar a luta? Não sei! Sei que há melhores condições de vida e maiores conhecimentos que nos fazem ter uma vida mais longa e melhor. Apesar de ainda ter pessoas que fumam!

O Playboy era velho aos cinquenta anos quando nós tínhamos vinte. Playboy porque na época era chique ser um garotão americano que se sentia o tal e mexia com todas as mulheres do mundo. Não tinha ninguém, mas se sentia o maioral.

Nós tínhamos vinte anos e eu, particularmente, continuo com vinte e poucos anos e alguns meses. Vou somando experiência e vivendo intensamente. Espero que meus amigos todos vivam intensamente sem ser nunca velhos, se quiserem podem até ser playboys.

[1] Marcos Antônio de Carvalho, pediatra em Belo Horizonte, meu amigo.

[2] Omar Ramos Borges, Cirurgião geral em Ibiraci MG, meu amigo.

FATOS CURIOSOS DE UM DIA

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“Saudosa maloca, maloca querida”…[1]

Pelo ar invadia a voz estridente da Elisa, uma louca que morava na pensão. Sua voz aguda acordava aos poucos as pessoas que dormiam naquele sábado até mais tarde.

“Saudosa maloca, maloca querida”…

Aos poucos a pensão ia se movimentado e dando ar de vida. Tia Dô, na cozinha, preparava o café que todas as manhãs servia aos moradores.

Quando nós três que morávamos no quarto da frente levantamo-nos, já haviam saído várias pessoas. Isso porque fugimos do costume: levantar-nos mais cedo que todos para irmos às aulas na UFJF, já que no sábado não teríamos aulas.

À mesa do café, pão, manteiga, alguns moradores da pensão faziam seu desjejum. O playboy velho, como mais de cinquenta anos, enrolando o cigarro de palha e dizendo ao carioca:

_ Toma conta da Elisa, manda ela para um hospital, Manuel.

_ Não tenho nada com isso, Vicente.

Vicente ontem mesmo chegara à pensão por vota da meia-noite, mandando Elisa calar-se com palavrões e recriminações.

_ Vamos fazer silêncio, porra! Quero dormir. A gente conviver com loucos é isso que dá. Qualquer dia, te encho de maconha, sua maluca.

Mas ali no café da manha ele estava sóbrio, mais humano(?).

Sentei-me à mesa e tia Dô me disse:

_ Faz uma semana que ela não toma banho. ‘Tá cheia de piolho e eu não sei mais o que é que eu faço…

Eu olhava para o café, quando o Paulo sentou-se perto de mim:

_ Escuta, fala mais como é que é a prova de matemática da UFJF.

Expliquei-lhe várias vezes como era a prova de matemática do vestibular e ele achava que como eu já faia medicina, tinha que saber como era a prova de matemática do vestibular de engenharia.

De repente, Elisa senta-se à mesa. Abre a garrafa térmica e coloca café na xícara, entornando a maior parte no pires, na mesa e fazendo a maior sujeira… Pega o pão cortando-o com a mão com gula e gestos esquivos, sinais de sua loucura. Paulo e eu continuávamos conversando e ela falando sozinha.

Levantei-me da mesa e quando dirigia-me ao meu quarto ouvi a voz da tia gritando com a louca.

Quando o Marcos e o Omar, que moravam comigo, resolveram-se levantar, todos já haviam saído e a mesa estava novamente nas sombras daquela manhã ondeo sol brilhava para alguns e deixava o casarão às escuras.

Peguei algumas roupas e me dirigi ao tanque Estava já lavando-as quando o Marquinho chegou:

_ Artur, tem sabão aí?

_ Tenho sim, vai lavar roupas também?

_ Acho que sim.

Estendi minhas cuecas e meias no varal e deixei-o com o Omar lavando as roupas deles.

Tia Dô chegou então na área e brincou:

_ Olha as lavadeiras… “lava roupa todo dia”…[2]

_ Isso mesmo – disse eu. – Lavadeira tem que cantar.

Começamos então a cantar um samba batendo na bacia de roupas. O sol agora já mostrava-se um pouco mais ao grande pátio do casarão.

Terminamos com as roupas, saímos como Paulo Matemática e o “Tcham tcham”, ou quinta sinfonia como chamava-o o Omar, ou o ouro Paulo que iam jogar bola. O último viera para Juiz de Fora para trabalhar. Iria trabalhar, futuramente se casar, morrer…

No caminho encontramos o Vicente com seu tipo especial de loucura:

_ Rapaz, transei com três gatas ontem. ‘Tô um bagaço.

_ Você ‘tà é ficando brocha, Vicente – disse-lhe o Tcham tcham.

_ E você é um filho da mãe…

Deixamos que ele ficasse preguejando no meio da rua e continuamos andando. Ao chegar à Casa d’Italia, ficamos vendo o jogo de futebol de salão, onde os paulos e alguns amigos jogavam contra um time de filhos de italianos. Os rapazes jogavam mal e ainda por cima estavam na própria casa dos adversários.

Deixamos o local e nos dirigimos ao restaurante universitário, onde como sempre, da comida, comível, todo mundo reclamava. Encontramos vários amigos da nossa sala e um ambiente muito alegre.

De volta a pensão, mais loucuras pela frente:

_ Ei – disse o Manuel ao Marcos, – você sabe aquela piada dos ovos?

_ Não.

Íamos nesse momento limpar o ralo do banheiro que já nem deixava sair água direito. O Omar fora a Barbacena encontrar-se com o irmão.

_ Tinha um pai – disse-lhe ele – que dava uma educação esmerada a seus filhos. E consumiam muitos ovos. O filho menor não podia comer sem ovos. Um dia, o pai resolveu não comprar mais ovos e o filho chorou muito. Numa certa hora, o pai, de calção, deixou a mostra os testículos, o filho virou-se para ele e lhe disse: “Pai, o senhor está com os testículos de fora”. O pai recolocando o escroto para dentro do calção, disse à mulher: “ Imagina se eu lhe ensino que isso são ovos?”

Esperávamos mais, mas infelizmente acabou. Rimos como que para fazer-lhe uma gentileza e ele se foi. Meus Deus! Só loucos, pensei.

Recolhemo-ns então ao quarto e fomos estudar bioquímica. À tare tia Dô trouxe-nos pão e sentamo-nos novamente à mesa. Incrível, o mesmo assunto, as mesmas pessoas, o mesmo momento… Uma novidade: Elisa saiu do banheiro, tomara banho e se penteara. O juízo até pareceu brincar-lhe na face, pois até conversou com tia Dô.

O banheiro era disputado e fazia-se fila para se tomar banho. Não era um banheiro muito bom, o lavatório estava entupido, o vaso sanitário não demoraria a entupir-se também e o chão era só cabelos dos moradores…

Após meu banho, saímos, Marcos e eu, e andamos pela cidade que praticamente descobríamos. Chegamos em casa e vimos a Lúcia deitada no sofá com o namorado, com certeza dormia e ele queria ver televisão. Ele e o carioca nos cumprimentaram. Na sala da frente, perto do nosso quarto, Elisa cantava:

“Saudosa maloca, maloca querida”…

Entramos para o nosso quarto e deitamo-nos pensando que inspirados na Elisa o nome de nossa república seria “Maloca querida” e monta-la-íamos o mais rápido possível. Do lado da minha cama, no outro quarto o rádio de um rapaz que fazia cursinho com certeza tocaria a noite toda.

Apagamos a luz e aos poucos fomos vencidos pelo sono. Nas nossas mentes ouvíamos ainda:

“Saudosa maloca, maloca querida”…

[1] Saudosa Maloca – Adoniram Barbosa

[2] Juventude transviada – Luiz Melodia.

Maloca querida – crônicas. 1998:115-20.

FELIZ ANO NOVO – FELIZ 2017

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A todos os amigos, todos os leitores do Blog, todos os Blogs parceiros, a todos que acompanham o meu trabalho e que espero, continuarão acompanhando por muito tempo.

Felicidade sempre! Que nossos caminhos sejam sempre possíveis de trilhar e que sempre alcancemos nossos objetivos. Temos mais muitos dias e muitos posts e muitas opiniões e muitas boas leituras pela frente.

Feliz 2017!

RESOLUÇÕES DE FINAL DE ANO

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Todo mundo se prepara para a virada do ano com um monte de ideias sobre como ter uma vida melhor dali para frente.

O dia trinta e um de dezembro fecha uma etapa que foi boa, ruim, desgastante, agradável, desagradável, cheia de alegrias ou até mesmo tragédias, mas dali para frente tudo vai ser diferente. As pessoas vão passar a virada do ano de roupas de cores variadas, branco para ter paz, amarelo para ter dinheiro, vermelho para amar muito, verde para esperança, sabe-se lá de que, roxo, preto, lilás e talvez até, na cor que criaram há pouco tempo o nude (quem quiser que explique o que é essa cor). Enfim, passar a noite de réveillon marca o início quase de outra vida. Dali pra frente eu vou ser lindo! Vou achar o sapatinho da Cinderela! Vou achar um príncipe (ou princesa) encantado (a)! Vou morar na Europa!

Das resoluções mais comuns encontramos coisas como: parar de fumar, parar de beber, viajar, concluir cursos e trabalhos de conclusão de curso, teses, outras coisas que estão paradas nas gavetas, ter um filho, escrever um livro, ir para Marte, mas entre todas, as vencedoras são: Vou emagrecer e fazer atividade física!

As pessoas deveriam perceber que as mudanças ocorrem durante a vida e durante o nosso crescimento dia a dia. Fazer uma festa de Réveillon é muito bom. Um baile de final de ano como era de praxe antigamente e onde se reunia a sociedade local era no mínimo, delicioso. Encontrar parentes e amigos e abraçar, beijar e desejar feliz Ano Novo é, sem dúvida, a melhor coisa a se fazer nesse dia. Eu adoro abraçar qualquer dia!

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Mas e a lista de mudanças para o Ano Novo? Será que conseguimos cumprir nossas vontades daquele momento? Hoje eu quero parar de beber vodca, mas e se pintar uma festinha daquelas no dia dois de janeiro? E se me convidarem para um churrasco de aniversário, casamento? E se no meio do caminho eu perceber que meu relacionamento não está bom e filho não está na hora de vir? Se não conseguir comprar passagens para Marte?

O melhor a fazer é reunir os amigos, ama-los todos e a todo mundo, curtir a festa da passagem e realizar os projetos de vida todo dia e sempre. A gente se torna pessoas melhores a cada dia que decidimos por isso.

Feliz Ano Novo! Muitas realizações! Planos realizados e sucesso! Amo vocês!

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HOUVE UM TEMPO

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Houve um tempo em nossas vidas

Em que o sol brilhava mais forte,

Não havia nuvens a espreitar cada ato,

Não havia trevas, não havia dor…

 

Houve um tempo em nossas vidas

Que o amor falava mais forte

E tudo era perfeito e maravilhoso,

Havia o encontro de nossas almas

De nossos corpos, de nossas bocas…

 

Houve um tempo em nossas vidas

Onde não existia nada mais que nós,

Não existia música que não a nossa,

Som que não nossos suspiros e juras secretas,

Necessidade que não um do outro…

 

Houve um tempo em nossas vidas

Que passou como tudo passa,

Que acabou porque acabou o desejo (?),

Que hoje na memória ainda machuca

Lembrar que estamos separados,

– eu ainda te amo –

Houve um tempo em nossas vidas…

Houve vida naquele tempo…

 

FELIZ NATAL

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Meus amigos,

Nessa época do ano a gente acaba correndo um pouco mais e por isso mesmo ando postando menos coisas no Blog. Adoro postar meus textos por aqui e gosto mais ainda quando sei que vocês leram e me dão suas opiniões, republicam em seus Blogs, enfim, sei que vocês e eu  estamos em contato desde sempre trabalhando para mostrar coisas legais nossas que produzimos.

O ano chegou ao fim e temos o Natal. Natal é a época do ano onde nossos sentidos ficam mais aguçados e a gente acaba ficando muito mais sensíveis. Natal é uma época de  reunir família e distribuir beijos e abraços. Trocar presentes quando dá, quando não dá, a simples convivência, o estar perto, estar juntos na ceia, no almoço ou em outras comemorações de acordo com cada família faz com que esqueçamos que passamos o ano todo separados enfiados em nossos afazeres e quase nem telefonamos para o familiar querido, ou nem tanto querido, não importa.

Então é Natal. Desejo a todos muita fé, sem Ele, não adianta, muita alegria, muito amor e em janeiro a gente pensa no estrago que a comilança fez.

Beijos a todos.

 

VIAGEM V

Houve aquela viagem que o Júnior fez para o norte de Minas em um projeto Rondon.

Claro que depois de alguns lugares aí pra cima no estado – em direção ao norte – os ônibus caem de qualidade assustadoramente. E lá estava o meu amigo metido numa jardineira a caminho de algum lugar que, certamente, não consta do mapa.

A viagem por essas bandas é daquelas onde se respira tanta poeira no trajeto que, quando se chega, se tossir, sai um tijolo.

Ele tentava dormir um pouco para passar rápido o infortúnio e em uma das mil paradas, entrou um homem velho segurando um pato e se sentou bem a sua frente. A situação já não era muito agradável, mas fazer o  quê?

Outra cochilada, outra parada e entrou uma mulher gorda – gorda “a più non posso” – e coloca no maleiro em cima da cabeça do velho que segurava o pato, a sua bolsa.

Mais algumas chaqualhadas e mais poeira e mais entra e sai de passageiros… De repente, depois de muito balançar, os dois litros de melado de cana, que estavam dentro da bolsa da mulher gorda, expulsaram as rolhas de papel e, como champagne, o melado saiu caindo exatamente na cabeça do velho que soltou o pato. A ave assustada, gritando, voa sobre os outros passageiros, que também alvoroçados, se levantaram também gritando.

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No meio da balbúrdia, havia aqueles que tentavam segurar o pato, os que tentavam estancar a hemorragia do melado e outros que tentavam levantar a mulher gorda encalhada no assento pequeno no ônibus.

O motorista, vendo tanta algazarra, para o ônibus e quer saber o do ocorrido. Inteirado da situação com cara emburrada diz:

– Que botem pra fora o pato!

E ficou no ar a pergunta: E quem vai pagar o pato?

CHARLES CHAPLIN

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Pensamos demasiadamente e sentimos muito pouco. Necessitamos mais de humildade que de máquinas. Mais de bondade e ternura que de inteligência. Sem isso, a vida se tornará violenta e tudo se perderá.

Se matamos uma pessoa somos assassinos. Se matamos milhões de homens, celebram-nos como heróis.

Que os vossos esforços desafiem as impossibilidades, lembrai-vos de que as grandes coisas do homem foram conquistadas do que parecia impossível.

O amor perfeito é a mais bela das frustrações, pois está acima do que se pode exprimir.

PENSAMENTOS

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No alto da colina,

Um vulto azul se descortina:

– É o céu que desaparece

Nas sombras de uma noite próxima.

O sol morreu há muito de cima

Dos mais altos morros, escurece…

 

Eu encontro no mar

Um sonho perdido a voar

Por entre peixes multicores…

A lua reflete-se nas águas,

Meu rosto talvez, transpire mágoas

De dias passados, meus amores…

 

Tenho sonhos, talvez…

Que me falhe a última vez!

Tenho sonhos, tenho-os tantos

E conservo meus tristes enleios,

Quero tê-los, vejo que não sei-os,

Mas amo: – tantos existem. Quantos?

 

Sei que a lua não me olha,

E que há árvore que se desfolha

Passam o seu tempo na sua vida…

E os meus galhos crescem, apodrecem,

Não há mais luz nos olhos, fenecem

Corpo e alma recordando mi’a ferida.

 

A dor no peito, a loucura

Tudo faz-me tornar impura

A vida que desejei não ter…

Fito-me no balanço do vento,

Sinto-me frio, exposto ao relento,

Querendo, lutando por viver.